O esporte, em particular o futebol, é sinal de saúde, empregos diretos e indiretos, diversão para população, menos jovens usando drogas, integração entre povos e cidades, lazer, emoções, nervosismo, raiva, alegria, muitos copos de cerveja, etc... A construção do estádio Arena da Floresta foi um passo de muita ousadia do governo acreano, levantou meu ego e auto-estima, me orgulho muito por ter o privilégio de assistir a jogos do campeonato acreano em um dos melhores, um dos mais bonitos,um dos mais confortáveis e, finalizando,um dos mais modernos estádios do Brasil.
Só que futebol é investimento, e como todo investimento ele visa retorno financeiro para que os clubes profissionais possam sanar com seus compromissos e obrigações: impostos, pagamento da folha salarial (funcionários, jogadores, comissão técnica), encargos trabalhistas, manutenção de seus estádios, água, luz, etc.
O governo do Acre ajuda todos os clubes de futebol profissional participantes do campeonato estadual de forma igualitária, como também ajuda nosso representante em competições nacionais, só que essa contribuição não é o suficiente para a manutenção dos clubes. O retorno financeiro de um clube de futebol vem através de patrocínio, da negociação de jogadores (caso raro no Acre) e das rendas das partidas.
Temos em Rio Branco times de muita tradição tipo o Independência que representa dois bairros: parte do Aviário e Capoeira, temos o Atlético Acreano que representa todo o 2º distrito da cidade, o São Francisco representante do bairro de mesmo nome, o Vasco com a outra parte do Aviário e parte do bairro bosque, o Rio Branco que é o time que mais cresce sua torcida aqui na capital em vista de suas campanhas e resultados em competições nacionais, Há o Andirá que tem uma torcida pequena, mas tem, temos o Juventus que é uma potência tanto dentro do campo como no que refere a torcida, e prá completar a lista temos ainda o Náuas, o Plácido de Castro e o Adesg, esses últimos com um número muito grande de torcedores, pois são representantes de seus municipios.
Pelo que descrevi acima isso é sinal de casa cheia em todos os jogos, certo? Errado, nosso estádio tem uma capacidade para quase 15 mil lugares, mas geralmente tem um público médio de 500 pessoas presentes. Show de torcida apoiando mesmo na arena da floresta só a o Plácido de Castro.
Tudo bem que alguns dos nossos times de futebol deixam a desejar no que se refere a qualidade, pois todos eles recebem valores iguais da ajuda do governo, mas o nível de contratações difere muito de um para outro, mas é com a torcida no estádio, cobrando títulos e resultados é que essa situação pode se resolver.
Sou torcedor (com muito orgulho) do Rio Branco e uma das máximas do futebol é a seguinte frase: “O maior patrimônio de um clube de futebol é a sua torcida”. Sinto falta de rivalidade de torcidas em nosso estádio de futebol. No caso do estrelão tenho informação de uma comunidade no Orkut que está chegando a 1000 integrantes, tudo muito bonito, legal mesmo! Só que precisamos de torcida em carne e osso e bandeiras no estádio, e não virtualmente. Não sou contra a tecnologia, muito pelo contrario senão não estaria administrando um blog, mas, no meu entender, sexo e torcida não pode ser virtual, tem que ser pessoalmente.
Lembro eu da série C do ano passado (2007), e não tenho idéia de quantas torcidas organizadas do estrelão sumiram junto com a desclassificação do time, só continuou a fiel pano branco e assim mesmo muito reduzida. Entendo torcida organizada como uma extenção do time, que está presente em todos os momentos, seja nas vitórias ou derrotas, campeonatos estaduais ou nacionais, jogos caseiros ou jogos contra times de fora. Minha crítica tem extenção para uma pequena parcela da imprensa que nos jogos da série C faziam cobertura jornalística dos treinos e dos jogos do Rio Branco, já no campeonato acreano nem falam (não é o caso da difusora, TV 5, Tv Acre eTv cultura).
Chego a sentir inveja do Pará, onde um clássico local entre remo X paysandu lota o gigante Mangueirão de duas torcidas apaixonadas pelos seus times. No Pará as pessoas torcem pelos times da terra, e isso já é uma exceção, pois geralmente no norte e nordeste as pessoas torcem pelos times do eixo Rio/São Paulo. Não nego minha simpatia pelo Flamengo, mas prefiro assistir meu estrelão ao vivo na arena.
Essa é uma forma de incentivo para trazer as torcidas de volta aos estádios acreanos, até porque neste ano de 2008 já melhorou muito em relação ao campeonato acreano de 2007, e com a volta do Andirá, a entrada do Acre Futebol clube, mais um time de Cruzeiro do Sul (o Viali) e possivelmente de mais alguns municípios a tendência é de que aumente também o número de torcedores nos estádios.
Com a torcida em grande número no estádio nosso futebol vai crescer muito mais, e nunca correrá o perigo de acontecer o que aconteceu com o futebol de Rondônia que é o único estado do Brasil que não terá um representante na série C do brasileirão.
Parabenizo nossos clubes de futebol, pois fazer futebol profissional na região norte do Brasil chega a ser heróico, como também estão de parabéns os blogs O buerão e Acre Esportivo, que são administrados por torcedores pelo simples fato de amarem o futebol acreano e que também estão dando a sua contribuição para o fortalecimento deste esporte no Acre.
terça-feira, 1 de julho de 2008
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