
Não me lembro durante todo o tempo em que acompanho e torço pelo Rio Branco uma situação tão vexatória como essa que está acontecendo agora. São oito times que começaram o octogonal em total igualdades de condições, e nenhum deles, me baseando pelo jogos que ja disputaram, pode ser considerado o grande bicho papão dessa fase final. Todos estão jogando com responsabilidade, a grande maioria ganhando seus jogos em casa, e jogando fora de maneira cautelosa respeitando o adversário, pois todos são sabedores que as vagas podem ser definidas nos critérios de desempate.
Fico eu a me perguntar o que aconteceu com o elenco do estrelão. Será que o sucesso subiu a cabeça dos jogadores? Será que o nosso querido Marcelo Brás está com o pensamento voltado para São Januário em vez do José de Melo? E os outros jogadores? Será que vendo a porta abrir para um estão achando que fazendo os gols sozinhos, diblando sozinhos, não tocando a bola para ninguém também serão convidados para um grande time? Sinceramente eu não tenho resposta para minha indagações.
Quanto a saída do treinador, creio que isso demorou muito a acontecer, o técnico Pedrinho Rocha foi campeão estadual no Acre com um grande time que é o estrelão contra os outros que formam times com os jogadores da casa reforçados por alguns de fora, que muitas vezes vem para o Acre para serem reservas, visto que jogam piores do os que aqui estão. O Rio Branco foi campeão estadual sem apresentar um padrão de jogo, um time sem uma tática definida, e além do mais, muitas vezes o treinador parecia que estava assistindo a um outro jogo totalmente diferente do assistido por minhares de torcedores presentes na Arena da Floresta, fazendo substituições equivocadas, ou mudando o jeito de jogar quando muitas vezes saia ganhando o primeiro tempo dando baile e vontado no segundo para se defender.
Quero testemunhar que compareço a quase todos os treinos do Rio Branco, e estava me sentindo intrigado, pois não via o time treinando fundamentos ( ou seja, as limitações dos jogadores individualmente), não ví treinando finalizações para acertar a pontaria dos atacantes e consequentemente fazendo o goleiro trabalhar suas defesas, treinamento de falta foram poucas vezes que ví, como também treinos de dois toques que aprimora o passe, dá mais velocidade ao ataque e tira um pouco do individualísmo.
Outro ponto muito comentado é sobre o time só jogar meio tempo, aliás o preparador físico Afonso Alves vem sendo muito criticado por esse motivo. Não sou advogado do Afonso, não pedi permissão para defendê-lo e muito menos o conheço pessoalmente, mas pelo que acompanho nos treinos do time tenho convicção de que se trata de um grande profissional. Agora se o preparador faz um trabalho sério no treino da tarde e a noite alguns jogadores saem para baladas regadas a bebidas alcólicas, não vejo como o preparo físico possa prevalecer.
Entretanto acho ainda dá tempo. Essa mudança de treinador deve dar uma sacudida na equipe, vamos partir pra dentro do Atlético de Goiania com gosto de gás, e nós torcedores vamos pra arena fazer a nossa festa e ajudar o nosso time. Aproveito para fazer um pedido especial, se o Rio Branco tomar um gol não vamos vaiar, essa é hora em que o time mais precisa da torcida, ou seja, precisa de todos nós apoiando, temos que fazer barulho os 90 minutos. Convido-os a nos inspirar na torcida do Boca Juniors, da Argentina, essa torcida é uma das mais fantástica do mundo, já assisti um jogo que o Boca estava perdendo de 4 X 0 e a torcida estava cantando na arquibancada.
Encerro desejando boa sorte para o novo treinador Tarcísio Pugliese e para nossos jogadores.

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